quarta-feira, 24 de junho de 2009

Tão longe, tão perto (filme)

TÃO LONGE, TÃO PERTO
(In Weiter Ferne, So Nah!)

Wim Wenders - Alemanha - 1993 - 144min

Continuação de "Asas do Desejo"
Os primeiros minutos são estonteantes pelo giro incessante das imagens. E logo deparamos com essa “mensagem” do anjo Cassiel:

Vocês...
vocês, a quem amamos...
vocês...
não nos vêem.
Vocês não nos ouvem.
Vocês nos imaginam tão longe.

No entanto, estamos tão perto.
Somos os mensageiros que
aproximam os que estão longe.
Somos os mensageiros que trazem
Luz aos que estão nas trevas.

Somos os mensageiros
que trazem a palavra...
aos que perguntam.
Não somos a luz,
nem a mensagem.
Somos os mensageiros.
Nós não somos nada.

Vocês são tudo para nós.

Damiel era o anjo que tornou humano no filme anterior, pra provar dos desejos humanos, e dessa vez Cassiel, seu amigo, quebrou a regra divina e salvou uma menininha em queda de um prédio, tornando-se humano também. Porém, pra ele, as desventuras humanas são massacrantes. Ele também se surpreende com os sentidos e emoções humanas, mas a rapidez temporal terrestre o sufoca e o maltrata. E com a "ajuda" de um anjo mal, ele prova quase todas as desgraças humanas, psíquicas e sociais, e passa a implorar pela vida angelical de volta para sua ex-companheira anjo Raphaela, que agora está invisível. Esses infortúnios humanos vividos pelo anjo retrata a vida alemã no pós unificação.

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segunda-feira, 22 de junho de 2009

Perdendo a Fé (fotografia)

PERDENDO A FÉ


Cada um constrói ou desconstrói a fé no sagrado de sua maneira.

Às vezes, simplesmente manipulando os signos.




Trabalho produzido para o módulo de fotografia do projeto Artes Mídia em Código Aberto

domingo, 21 de junho de 2009

Asas do Desejo (filme)

ASAS DO DESEJO
(Der Himmel über Berlin)

Wim Wenders - Alemanha e França - 1987 - 127 min

A disputa entre o divino e o efêmero, com desventuras mundanas e angelicais.

Diversos anjos espalhados pela Berlim velam pelos espíritos aflitos e solitários das pessoas, emaranhados no mundo dos pensamentos das mesmas. E em suas percepções em preto e branco tentam trazer algum conformo individual ao pé do ouvido.

Mas um deles é consumido pelo desejo das sensações humanas até que se apaixona por uma trapezista de um circo recém falido. Sua paixão o tira de sua condição imortal, e após abrir o olho em sua nova condição de anjo caído, percebe o mundo dos humanos em cores, sabores, dores, texturas e claro, mais desejos.

Se você não sabe alemão, corre o risco de ser seduzido pela fotografia e esquecer-se das legendas. É um bom exercício de vai e volta.





(Ganhou o prêmio de Melhor Diretor, no Festival de Cannes)