Tarde Amarela
Eis que hoje me afago sentado numa cadeira descamada de seu velho verniz, ao som de uma pedra quase esférica tilintando num copo americano vazio e sujo de uma resina terebintinosa do vinho que tomei ontem a noite na penumbra do meu eirado quando estava a observar as dissimetrias desse céu mal feito que o criador propositalmente o fez de preguiça e avareza de sua capacidade de perfeição. Penso em pôr mais uns goles nele, mas a preguiça divina também me ataca.
Fábio Fernandes - 08/03/10
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domingo, 7 de março de 2010
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