domingo, 7 de março de 2010

Tarde Amarela

Tarde Amarela


Eis que hoje me afago sentado numa cadeira descamada de seu velho verniz, ao som de uma pedra quase esférica tilintando num copo americano vazio e sujo de uma resina terebintinosa do vinho que tomei ontem a noite na penumbra do meu eirado quando estava a observar as dissimetrias desse céu mal feito que o criador propositalmente o fez de preguiça e avareza de sua capacidade de perfeição. Penso em pôr mais uns goles nele, mas a preguiça divina também me ataca.


Fábio Fernandes - 08/03/10




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