sexta-feira, 2 de abril de 2010

O átomo de Bohr

Tão rápido como Rutherford descobriu o núcleo e propôs um modelo para o átomo em que os elétrons giravam ao redor do núcleo, surgiram as objeções. Um elétron devido ser uma partícula carregada, quando se move em torno do núcleo, sobre a ação de atração de sua carga elétrica, deveria irradiar ondas eletromagnéticas, e por isso, perderia energia. Assim, na concepção clássica de Maxwell, esse sistema seria altamente instável. O primeiro a introduzir as idéias quânticas a este problema foi Niels Bohr.

Em abril de 1913, Bohr, publicou o primeiro artigo em que introduz as idéias de Planck sobre a quantização para explicar as regras espectrais empíricas derivadas anteriormente por Balmer para o átomo de hidrogênio. Mesmo que o êxito de Bohr neste aspecto foi categórico, suas idéias não foram tomadas a sério imediatamente, pois sua formulação continha vários postulados introduzidos na forma um tanto arbitraria.

Para garantir a estabilidade do átomo, Bohr propôs que os elétrons só se movem em órbitas estacionárias. As únicas trocas energéticas do sistema são aquelas em que os elétrons passam de uma órbita estacionária a outra. O segundo postulado de Bohr indica que a radiação eletromagnética esperada classicamente para um elétron que gira ao redor do núcleo, só ocorre durante a transição entre órbitas estáveis e não enquanto a estrutura eletrônica se mantenha inalterada. Com isto Bohr introduzia uma explicação para a observação de linhas espectrais bem definidas, em lugar do contínuo de radiação predito pelo eletromagnetismo de Maxwell.